St-Paul de Vence é uma cidade bem pequena – parece uma vila – no sul da França. Resolvemos conhecer o lugar porque ficamos sabendo que, depois do Monte St-Michel, era o segundo local mais visitado na França. Mas o que teria essa cidadela de tão especial pra atrair tanta gente?
Saímos de Nice numa mini-excursão – um grupo de sete pessoas e um guia – para um roteiro de degustação de vinhos, seguido de um passeio pela concorrida St-Paul de Vence. Partimos rumo ao interior e paramos primeiro numa vinícola familiar que ficava no caminho para degustar os vinhos da sul da França, principalmente os rosés, especialidade da região. Os vinhos de la são mais fortes, mais alcoólicos e passam por um processo muito diferente daquele que conhecemos no Vale do Loire. Se no Vale do Loire e, de fato, na maioria das vinícolas daqui, preserva-se o vinho a baixas temperaturas no processo de produção, esses vinhos da Provence e da Côte d’Azur passam um tempão ao ar livre, numa fermentação natural feita pelo sol, o que faz com que as safras sejam muito diferentes umas das outras.

Depois da parada para degustação, seguimos para nosso destino principal. St-Paul de Vence é uma aldeia murada, como muitas outras da França, com suas casas medievais de pedra.

Algumas construções medievais são autênticas, mas muita coisa foi restaurada e reconstruída. Fica situada numa colina e, embora distante, da pra ver o mar de la. As ruelas de pedra são hiper charmosas e o que impressiona, de fato, é a quantidade de galerias de arte.



A cidadela tem hoje arte por todo canto. E tem uma historia que atrai os artistas. Picasso descobriu a vila no começo de sua carreira. Como outros artistas, ficou encantado com a luz do local. Os artistas dizem que ha na região um tom de amarelo que não se vê em lugar algum. Uma luz que inspirava e ainda hoje atrai os pintores.
Verdade que, além da luz e da beleza da região, ajudou bastante a propaganda que Picasso fez para seus amigos. Na época de inicio de carreira, o artista espanhol não tinha dinheiro e encontrou apoio do dono do albergue La Colombe d’Or. Dizem que ele falava para os amigos: “Aqui é ótimo, ele me deixa morar e comer de graça. Em troca eu dou a ele alguns desenhos que produzo”. Assim, acabaram passando também pelo Colombe d’Or artistas como Matisse, Miro, Braque, Modigliani e Signac. Hoje, La Colombe d’Or é um hotel e restaurante com preços salgados. Os clientes podem admirar os inúmeros quadros dos grandes artistas que trabalharam no local.

A gente aproveitou pra comprar duas telas impressas, baratas, em St-Paul de Vence, com paisagens tipicas da Provence. Olhamos algumas galerias com obras únicas e originais de artistas contemporâneos. Gostamos de muita coisa, mas, é claro, o preço é sempre proibitivo para a gente e para a maioria dos turistas. Porém, sempre tem aquelas galerias que fazem impressões e gravuras para vender aos turistas como souvenir. Eu, particularmente, achei tudo mais interessante do que o que costumo ver aqui em Paris nos bouquinistes e na Place du Tertre.













A praia é de pedra, então precisa pelo menos de uma toalhinha para tomar sol em cima. Quem ja esta acostumada com o lugar, leva uma boia para colocar a toalha em cima e não deitar sobre as pedras. Entrar no mar pode ser um pouco chato no começo porque as pedrinhas incomodam, mas a gente da dois passos e daqui a pouco ja esta no fundo, ai sim é uma delicia. a água não é muito fria e é azul, azul! Olha la o Arthur sofrendo para andar nas pedrinhas…hihihi













