Paris vai ficando mais leve

No meu segundo fim de semana em Paris, minha vista da janela era essa ai.

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Quando faz sol aqui, as pessoas nas ruas ficam mais sorridentes. Fim de semana ensolarado, então, e uma delicia. Como ainda estamos em março, qualquer solzinho e motivo de comemoração. No sabado, saimos de casa logo depois do almoço e vi que a paisagem tinha mudado. Ja aqui dentro da Cité os galhos secos do inverno vão aos poucos sendo substituidos pelas flores que começam a despontar, aqui e ali.

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Apesar de toda a luminosidade, quero lembrar que ainda vale a regrinha da lição n° 1. Minha professora de francês daqui disse que em abril o tempo vai estar lindo todos os dias, mas o frio continuara o mesmo. Ela me contou que os franceses têm um ditado sobre a diferença crucial entre os meses de abril e maio. E assim:

En avril ne te découvres pas d’un fil. En mai fais ce qu’il te plaît.

Significa algo como: em abril não se engane com o sol e não se descubra nem de um fio; mas em maio, quando for calor de verdade, faça o que você quiser. A professora, que é divertidissima, contou isso em classe, fazendo um sinal de quem ia fazer ali mesmo um strip-tease, acrescentando um: uh-huuu! Diante dos olhares de espanto ela acrescentou: mas é assim gente, quanto tem um pouco de calor as parisienses ja começam a usar mini-saia, shortinho, tem que aproveitar, né?

Mas voltando ao meu fim de semana… Para lembrar que nos ainda estamos no inverno, o tempo começou a fechar no fim da tarde de sabado. Mas as pessoas conservaram a felicidade da manhã, enchendo as ruas. Em alguns cantos, de repente, apareciam pequenas lembranças do calor brasileiro: uma roda de capoeira perto de Les Hales, uma banda de jovens em frente à fonte de St.-Michel, no Quartier Latin, uma batucada na Place des Vosges, no Marrais.

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No domingo visitamos o Museu Carnavalet, que conta a historia da cidade de Paris, da pré-historia até o século 20. Como na maioria dos museus da prefeitura de Paris, a entrada é gratuita. Eu tinha a impressão de que o lugar era menor. Estava enganada, a coleção permanente é grande, espalhada por dois dos chamados hotéis (que na verdade eram residências de nobres), o Carnavalet, construido em 1548 e o Hôtel  Peletier de Saint-Fargeau, de 1688. Pra quem estiver sem tempo, uma visita aos jardins dos prédios ja vale a pena.

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Para quem tem tempo, aconselho dar uma espiada na coleção do museu. Tem brasões e grandes quadros que os estabelecimentos comerciais usavam no século 18 para anunciar seus produtos e para indicar sua localização, coisa muito importante na época, porque ainda não havia numeração nas ruas. Além desses brasões, quadros muito bonitos e peças historicas que foram feitas na cidade de Paris, como a Declaração dos Direitos do Homem, da Revolução Francesa, de 1789.

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11 Comentários

Arquivado em fim de semana, franceses, museu, Paris, passeio

11 Respostas para “Paris vai ficando mais leve

  1. jarbas

    Filha,

    A foto mais bonita é essa da moça sentada num banco de um jardim interno. Ela (a moça) tem futuro nas artes… Beijão, Jarbas.

  2. Adriana

    Taís, querida! Está sendo ótimo fazer essa viagem e essas descobertas com você. Adoro cada texto seu, tenho me divertido imensamente! É inspirador e só reforça minha vontade de voltar a Paris. Um dia, quem sabe… e acompanhada do pimpolho, né?
    Beijo enorme, morrendo de saudades!

    • Oi Dri,
      Nossa, daqui a pouco o Tom tá aí mesmo, né? E quando eu voltar para o Brasil ele já vai estar grandão, que lindinho! Que bom que vcs estão gostando do blog, foi realmente a melhor maneira de atualizar todo mundo sobre o que rola por aqui.
      Beijos

  3. magina, papai coruja [com hífen ou sem? dúvida cruel], tá certíssimo! vc tá enfeitando o jardim, bobinha. 🙂

    bjs [e que bom que as coisas estão se acertando]

  4. Guilherme

    Caros, como é Paris em greve? Sentiram algo pesado por aí? Estive nela durante as greves de 2006, quando milhares foram as ruas contra a reforma na educação. Taís-reporter, como está o clima nas ruas?

    • arthur

      Bem Guilherme vou deixar a resposta jornalistica para a parte mais gabaritada no assunto dentro do casal, mas no fim a greve serviu para resolvermos mais alguns detalhes que estavam pendentes (tirar carterinha de estudante, fazer um seguro domiciliar, tirar uma duvida de um outro seguro aue tive aue fazer) e depois passear. Tanto que vimos até um filme, Watchman com legendas em frances. Ou seja, foi um dia bem calmo.

    • É Guilherme, a gente nem viu as manifestações mesmo. Na verdade, desde que cheguei, vi faixas, alguns protestos pequenos e dispersos e algumas faculdades paralisadas. Na quinta-feira, dia da greve geral, todo mundo sentiu a paralisação parcial dos transportes. O metro funcionou normalmente, mas o RER, que a gente costuma pegar, estava com um quarto dos trens. Eu estou ouvindo as pessoas falando das greves como algo muito comum, uma coisa que realmente acontece todo ano por aqui. ou seja, os humores não estão exaltados, por enquanto não há nada de especial nas paralisações até agora, pelo menos não para os franceses.
      Beijos

  5. Alcilene Sousa

    Bomdia, Tais,acabei de descobrir seu blog,atraves do blog da Lina,amei,muito legal.Beijao e tudo de bom p voces.Ah,eu amo Paris ,estive ai em outubro.2008,estou querendo ir novamente em 2010.

    • Oi Alcilene,
      Que bom que gostou do blog. Eu também estou adorando Paris, é realmente uma cidade especial, pra morar ou pra passar férias!
      Beijos

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