La Nuit des Musées

Olha, eu tenho muitas saudades do Brasil. Na verdade não é tanto do Brasil, é um pouco da comida, do sol, da lingua, confesso. Mas eu tenho saudade de verdade so das pessoas  –  a familia e os amigos. Se não fosse pelas pessoas, eu poderia trocar de pais facilmente. Daria sim para viver aqui nessa cidade. Calma, isso aqui também não é perfeito. Tem pobreza, mendigo, violência (bem menos, é verdade), sujeira e lugares feios. Tem sim, viu? Não adianta se iludir. Mas tem horas que eu fico muito empolgada com essa cidade, como no sabado passado.

O fim de semana ja foi cheio de atividades, como eu contei aqui, e no sabado à noite tivemos a quinta edição do evento Noite dos Museus. Acontece em toda a Europa, mas é preciso dizer que Paris é uma cidade particularmente especial quando o assunto é museu. Nessa noite, todos os museus ficaram abertos até a madrugada, com entrada gratuita e uma programação especial.

O unico problema de estar num evento desses em Paris é a quantidade de escolhas. São muitas, da vontade de ver tudo, mas, claro, é humanamente impossivel. Não tem jeito, você tem que ir num so museu e torcer para que tenha feito a escolha certa. Então vamos la, o que você escolheria?

Ver as esculturas de Rodin especialmente iluminadas para a noite? Visitar Orsay? Picasso? Musée Carnavalet com concerto de musica e dança? Orangerie com programação especial de musica? E assim vamos, com eventos e mais eventos, nessa cidade apinhada de museus. Como se os acervos permanentes ja não fossem suficientes.

Enfim, nos escolhemos ir pela segunda vez no bom e velho Louvre, porque nos estamos empenhados na missão de conhecer o Louvre de cabo a rabo antes de partir. Não sei se vai dar, mas a gente tenta. Pelo jeito, a escolha foi otima. Fiquei sabendo que muitos museus lotaram, com filas que dobravam o quarteirão. No Louvre, imenso, mesmo que tenha uma multidão, ela sempre se dispersa. E, de fato, quando chegamos, não pegamos fila alguma e conseguimos ver tudo com tranquilidade.

Dessa vez, escolhemos a coleção de arte francesa.

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Vimos umas  salas, mas tivemos que interromper a visita, porque as outras salas da coleção estavam fechadas.

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Passamos para o começo da pintura italiana: Botticelli, Da Vinci, Raphael…

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O engraçado é que a visita é tranquila até chegar perto da sala 6, onde fica a Monalisa. Ai a gente começa a ver aqueles grupos imensos se dirigindo ao lugar onde fica o famoso retrato de Leonardo.

Nos preferimos nem ver a Monalisa nessa dia e decidimos que no proximo domingo gratuito a gente acorda cedo, vê primeiro a Monalisa e, depois que o museu começar a lotar, segue para as outras obras, que também são otimas, embora não tão prestigiadas pelos visitantes.

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5 Comentários

Arquivado em fim de semana, museu, Paris, passeio

5 Respostas para “La Nuit des Musées

  1. jarbas

    Oi Filha,

    Privilégio sem preço este dever tanta obra bonita. E de graça…Faz bem pra alma e não esvazia o bolso. Como sou analfa em arte, bate aqui uma inveja sem fim dessa sua “educação” em Paris. Quisera ter tido oportunidade assim quando moço.

    Ano passado, quando estive em Montevideo, havia na simpática cidade da nossa Antiga Província Cisplatina um evento de museus à noite. Me explicaram que museus e galerias, semana inteira, ficavam abertos madrugada afora, e com programas culturais inventados para a ocasião.Fiquei pensando que era invenção uruguaia. Leio você agora e percebo que a iniciativa dos hermanos talvez seja influência européia. Beijão, Jarbas

  2. Guilherme

    Opinião de um errante: visitem-nos, marquem presença vez ou outra, amem a todos daqui como se aqui estivessem, mas construam a sua vida às margens do Sena. Criem seus filhos, seus sonhos, seus laços e seu trabalho no Centro do mundo, e não nas suas margens. Tentem. Museus cheios, cheios de visitantes e obras, ruas mais seguras, projetos mais densos, escolhas mais sérias. Para voltar às margens, sempre haverá tempo. Para depois delas, retornar ao Centro, sempre será mais árduo. Encarem o desafio de serem felizes onde se orgulhem de sê-lo, onde se orgulhem de estarem, onde as ruas e os museus os convidem a passar.
    É só uma opinião berrante…

  3. Ana Mesquita

    Taís
    Deu vontade de chorar só de ver as fotos. É muito lindo tudo!
    Aqui no Brasil, nos contentamos com a exposição de arte francesa no MASP, dentro dos eventos do Ano da França no Brasil…
    Bjs

  4. Ah, que belo! E se nessa missão vocês conseguirem ver os quartos de Napoleão vão ser meus ídolos! Não conheço ninguém (fora os franceses) que já viu! Beijos!!!

  5. Tati

    Oi!
    A “Mona” é mesmo um fenômeno. Já contei que quando estive por lá apareceu um chinês maluco que começou a gritar e protestar? Fiquei até com medo dele estar armado, mas no fim acho que foi apenas uma manifestação indignada contra a mercantilização da arte.
    De qualquer forma, nunca saberei, pois a mensagem era em chinês, língua na qual até hoje só aprendi a dizer de um jeito mais decente “quero beber café/água/chá” e “este é meu dicionário”!

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