Arquivo do dia: 15/06/2009

Agora, em português

Não gente, eu não fiquei metida agora que aprendi francês! Digo isso porque recebi reclamações para parar de escrever em francês no blog, sem traduções, por causa do trecho que coloquei no post da Amélie. Eu realmente não sou muito boa em traduções, porque aprendi que a melhor maneira de entender um idioma diferente é evitar a tradução. Por isso, tento usar somente o dicionario frances – frances, o que ajuda a pensar em frances, tarefa que não é muito facil.

Mas, é verdade que eu fiquei devendo uma tradução daquele trecho que coloquei, principalmente para quem leu o post e se interessou pela leitura do livro. Então, fiz o que pude e, voilà, o resultado:

A avó encheu minha boca de açúcar: de repente, o animal furioso tinha aprendido que havia uma justificativa para tanto tédio, que o corpo e o espirito existiam para exultar e que, por isso, eu não deveria desejar nem que o universo inteiro nem que eu mesma não existisse.

O prazer se aproveitou da ocasião para dar nome ao seu instrumento: ele o chamou de EU – e esse é um nome que conservei. Ha muito tempo existe uma imensa seita de imbecis que contrapõem sensualidade e inteligência. Eh um circulo vicioso: eles se privam da volúpia para exaltar suas capacidades intelectuais, o que acaba provocando o seu próprio empobrecimento. Eles se tornam, assim, cada vez mais burros, o que faz com que fiquem confortáveis em sua convicção de serem brilhantes – porque não ha nada melhor que a burrice para se ter certeza da própria inteligência.

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Arquivado em livro, Paris