Agora, em português

Não gente, eu não fiquei metida agora que aprendi francês! Digo isso porque recebi reclamações para parar de escrever em francês no blog, sem traduções, por causa do trecho que coloquei no post da Amélie. Eu realmente não sou muito boa em traduções, porque aprendi que a melhor maneira de entender um idioma diferente é evitar a tradução. Por isso, tento usar somente o dicionario frances – frances, o que ajuda a pensar em frances, tarefa que não é muito facil.

Mas, é verdade que eu fiquei devendo uma tradução daquele trecho que coloquei, principalmente para quem leu o post e se interessou pela leitura do livro. Então, fiz o que pude e, voilà, o resultado:

A avó encheu minha boca de açúcar: de repente, o animal furioso tinha aprendido que havia uma justificativa para tanto tédio, que o corpo e o espirito existiam para exultar e que, por isso, eu não deveria desejar nem que o universo inteiro nem que eu mesma não existisse.

O prazer se aproveitou da ocasião para dar nome ao seu instrumento: ele o chamou de EU – e esse é um nome que conservei. Ha muito tempo existe uma imensa seita de imbecis que contrapõem sensualidade e inteligência. Eh um circulo vicioso: eles se privam da volúpia para exaltar suas capacidades intelectuais, o que acaba provocando o seu próprio empobrecimento. Eles se tornam, assim, cada vez mais burros, o que faz com que fiquem confortáveis em sua convicção de serem brilhantes – porque não ha nada melhor que a burrice para se ter certeza da própria inteligência.

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2 Comentários

Arquivado em livro, Paris

2 Respostas para “Agora, em português

  1. jarbas

    Oi filha,

    Não confunda seus leitores. Não convém traduzir quando estamos falando ou escrevendo num segundo idioma. Essa é um recomendação de todos os bons professores de ESL (English as a second language) ou equivalentes (os franceses devem ter uma sigla para isso também). Nada a ver com atividade de tradução para facilitar entendimento gente que não entende o idioma do Asterix.

    Outra coisa. Modéstia às favas, você é uma tradutora competente. Já traduziu do inglês textos dos meus amigos Bernie Dodge e Mike Rose. No caso do último (aquela entrevista que fiz com o professor daUCLA), o resultado ficou muito bom. Não sei se você conhece este bordão do Jô Soares que cabe muito bem no caso: “não se deprecie, mulher!”.

    Por falar no assunto, estou tentado a lhe pedir tradução de uma fala de Edgar Morin, gravada num VT de cerca de 10 minutos. Não me parece muito difícil, mas meu francês de ginasiano é insuficiente para tanto. Falo do assunto em privado se você topar o desafio. Beijão, Jarbas

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