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Vive la Fête de la Musique!

21 de junho é dia de festa, dia da música aqui na França. Criada em 1982 pelo governo francês, a festa nacional já cresceu tanto que, além de envolver todo mundo por aqui chegou a outros países, principalmente os europeus. No começo da década de 80, o Ministério da Cultura manda fazer um estudo sobre o comportamento cultural dos franceses e descobre que pelo menos 5 milhões de franceses tocavam algum instrumento, pratica de 1 em cada 2 jovens. Apesar do número alto, que destacava a França dos outros países europeus, era ínfima a quantidade de shows e concertos de músicos franceses em território nacional. Então foi criado um dia inteiro dedicado à música, com o lema: Faites de la musique, Fête de la Musique, incitando todos os músicos amadores ou profissionais a se apresentarem nesse dia. Escolheu-se o 21 de junho, dia de solstício de verão, dia de festa segundo a antiga tradição pagã.

Nesse ano a Fête de la Musique caiu num domingo. Apresentações por toda Paris. Dos grandes, como o concorrido concerto do Louvre para 2 mil pessoas a pequenas apresentações que alguns músicos fazem em suas próprias casas, para 20 ou 30 pessoas.

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Gente saindo com violão, violino, teclado para tocar nas ruas, musica popular, clássica, rock, pop, reggae, musica africana, étnica, infantil, para todos os gostos. Tudo de graça, em espaços abertos ou fechados, por toda a cidade. Dia de festejar, de beber (alguns exageram, é verdade), de confraternizar, de cantar, ouvir, tocar um instrumento, dia de sair às ruas, de lotar as calçadas e transportes coletivos.

Nos vimos a programação geral e decidimos ir ao show do castelo de Vincennes (o lugar é um espetáculo à parte), promovido pela Fnac, principalmente pela apresentação da Anaïs, uma das nossas cantoras preferidas aqui na França. O show prometia também a presença de Peter Doherty, o grupo Anis e outros.

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Depois da atração infantil, começaram a se apresentar as bandas de rock, jazz e blues. O apresentador anuncia que uma das apresentações esperadas da noite, o Peter Doherty, não ia aparecer. Os shows continuaram e, cada vez mais, o publico ia chegando, para ver o momento mais esperado, o show da Anaïs, que aconteceu la pelas 19h30. A gente esperou sentado, com a nossa cervejinha, tentando aproveitar o sol, quando ele aparecia.

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Um pouco antes de a Anaïs entrar no palco a gente se juntou à multidão para ver melhor o show. Platéia francesa é calma, nem se compara com os brasileiros. O que é bom por um lado, porque a gente chegou tranquilo a um bom ponto em meio ao publico. Mas, por outro lado, da uma aflição de ver aquele povo que não grita, não pula. Verdade que quando a Anaïs entrou, fazendo graça, animou um pouco mais o pessoal, mas é uma animação que não chega à metade da energia de uma platéia brasileira. Mas, pouco importa, os artistas aqui estão acostumados e o show, embora curto, foi ótimo.

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A Anaïs, essa mocinha acima, é uma cantora e compositora engraçadissima, super talentosa, que lançou seu primeiro álbum em 2005, uma produção de baixo orçamento chamada The Cheap Show. Ela ficou muito famosa aqui na França com esse disco, com hits que quase todo francês conhece como Mon Coeur, Mon Amour, em que ela tira sarro dos casais apaixonados que se chamam por apelidinhos amorosos e se telefonam a cada 5 minutos. Achei esse show no YouTube, de quando ela começou a fazer sucesso.

Ela lançou o segundo disco – The Love Album – no ano passado, com canções mais divertidas como os hits Le premier amour e Peut-être une angine, e musicas mais sérias, como a inusitada e muito bonita Elle me plaît, uma delicada declaração de amor a outra mulher, o que surpreendeu um pouco seu publico. Deixo aqui outro vídeo do Youtube de uma de suas musicas mais conhecida e tocadas nas rádios atualmente – Le premier amour – e a letra, pra quem quiser cantar junto e treinar o francês.

Le premier amour

On s’est rencontré un beau soir d’été
On a fait l’amour, un beau jour aussi
On n’ s’est plus quitté, on n’ sait plus pourquoi
Mais ça a duré des mois et des mois
Voire des années

J’aimais les cinés, les douches et les sorties
T’étais casanier et tu prenais des bains
Tu voulais toujours avoir le mot de la fin
Et moi, je ne disais jamais rien

Le premier amour
C’est n’importe quoi !
On s’aime pour toujours
Et ça marche pas !
C’est n’importe quoi !

Je n’ me souviens pas de quoi on parlait
Tu étais maladroit et tellement coincé
Comme ça n’allait pas, on ne parlait que d’ ça
Et tes mots d’amour me faisaient pleurer
Des jours entiers

J’écoutais en silence les blagues de tes amis
Et toi, de ton côté, tu supportais les miens
J’étais plutôt du soir, toi plutôt du matin
Comment veux-tu qu’ ça finisse bien ?

Le premier amour
C’est n’importe quoi !
On s’aime pour toujours
Et ça marche pas !
Le premier amour
C’est n’importe quoi !
On s’aime pour toujours

Pour toi, j’ai regardé des matchs de basket
Pour moi, tu regardais un peu moins le basket
Pour toi, j’ai cru que j’aimais ce que je n’aimais pas
Pour toi, je serais allée au bout du monde
Sans moi, tu es parti au bout du monde
Sans toi, j’ai cru que la fin du monde était là

Le premier amour
C’est n’importe quoi !
On s’aime pour toujours
Et ça marche pas !
Le premier amour
C’est n’importe quoi !
On s’aime pour toujours

C’est n’importe quoi !

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“Dois post-it(s)” ou “Pequenos Avisos Importantes”

1) A Lina, do Conexão Paris, um blog de referência para quem quer dicas da cidade-luz, publicou o meu e-mail contando minha saga com nosso plano de saúde aqui.

2) Não sei se vocês viram, mas o taisemparis agora tem twitter, a seção Rapidinhas ai do lado direito. Assim essa preguiçosa que vos fala pode contar o que se passa por aqui em poucas linhas.

PS: Sabe como os franceses chamam o post-it ou qualquer papelzinho que a gente usa pra colocar avisos? “Pense-bête”. A tradução é algo como “pensa-burro”, porque nos o usamos para lembrar a nos mesmos de algumas coisas importantes.

Por hoje é so, amiguinhos! No mais, fiquem com o twitter ai do lado e com essa publicidade francesa do post-it que eu achei genial (O passarinho, confiante no poder do post-it, avisa: Não tocar…rsrsrs)

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Greves universitárias

O Arthur me mostrou hoje essa tirinha do PHD Comics, uma série de tirinhas cômicas sobre a vida dos pesquisadores que volta e meia arranca gargalhadas do menino. Essa de hoje me fez lembrar da greve francesa das universidades.

O personagem é novo e sai de cena pra sempre em uma só tirinha. “Querido Gerard, sentimos muito em informá-lo que, devido à crise econômica, a verba para todos os personagens de Humanidades foi cortada” “Por favor, deixe a tirinha de uma vez ou mude para uma área mais útil”‘. Achei a crítica genial. Quem faz pesquisa na área de humanas sabe o que é trabalhar sem bolsa, quando as agências de fomento têm um pensamento utilitarista.

Os professores, pesquisadores e alunos de grande parte das universidades francesas, em greve por período indeterminado, combatem esse pensamento utilitarista, que parece uma tendência mundial. Na semana passada assisti  a uma mesa redonda aqui mesmo na Maison du Brésil, sobre a lei de reforma universitária, com um sociólogo e professores, pesquisadores e alunos líderes de movimentos atuantes nessa greve. Embora as reivindicações sejam distintas de país para país, por causa de realidades muito diferentes, lembrei bastante das greves que presenciei quando estudava na USP.

Educação no Brasil e na França, quase nada em comum. Mas os princípios gerais são exatamente os mesmos no mundo inteiro: a luta pela educação pública, pelos valores da democracia e do humanismo, contra as reformas que beneficiam o mercado, acima de tudo. Aqui na França, quando falam no risco de “privatização das universidades” os debatedores se referem a algo mais complexo que o pagamento de mensalidades ou a expansão de uma rede privada de educação. Falam, na verdade, da privatização dos interesses públicos, do lobby e da ingerência das grandes empresas nos assuntos de educação e pesquisa.

O Sarkozy acusa os pesquisadores de não trabalharem, porque eles dedicam pouco tempo a aulas e muitas horas à pesquisa. Ele quer prova de produtividade, resultado, um discurso que convence muita gente. Quem pesquisa sabe que não é bem assim, que número de papers publicados pode não significar muita coisa. Mas vai explicar isso. Sabe aquela coisa que a gente fala muito no Brasil de que no país a universidade está muito distante da população geral? Aqui, guardadas as devidas proporções, acontece o mesmo. O cidadão comum também não entende as reivindicações dos grevistas.

As reformas, que vão em direção dos interesses do mercado (ex: financiamento com dinheiro público de pesquisas úteis às indústrias, desvio do dinheiro das áreas de humanas e ciências puras para áreas como informática, matemática aplicada, administração) já foram feitas na Inglaterra, na Itália e em vários outros cantos do mundo. Nos outros países europeus, também houve resistência. Na França, a briga assume uma proporçào maior pelo tamanho da greve, num país de forte tradição republicana e humanista. Fala-se na França como o último bastião da democracia e dos valores acadêmicos ou, pelo contrário, no país mais atrasado a fazer as reformas liberais na educação e nos outros setores estratégicos. Depende da opinião política de quem fala. Eu gosto mais da primeira visão. E fico triste de pensar que um país com uma forte tradição de estudos nas áreas de sociologia, história, filosofia e outras entre na onda da “modernização” e da “eficiência”.

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Os amigos do Arthur

Ontem saimos, eu e o Thur, com os colegas dele do CEA – cinco franceses e uma alemã que ja vive aqui ha mais de um ano. Curioso é que antes de chegarmos aqui na França todo mundo comentava que os franceses eram frios, chatos, que não gostavam de socializar com os estrangeiros. Ouvimos isso de gente que morou um tempo em Paris e em outras cidades francesas. Nao sei se foi sorte ou foi o charme irresistivel do Thur mesmo (hehehe), mas desde o primeiro dia de trabalho dele, ele recebe convites para sair com o pessoal, quase todos os dias da semana! A gente so não vai sempre porque não da, falta tempo e grana pra tanto programa.

Achei o grupo simpatico, uns mais que outros, mas realmente eles têm um jeito um poquinho mais formal, mais fechado que os brasileiros. Por isso, acho que o jeitinho do Arthur contou sim. Explico (se bem que quem conhece bem o menino ja deve ter entendido…rsrsrs). O Arthur é assim: nao tem muita facilidade com idiomas, mas sabe se comunicar muitissimo bem; fez até o basico 3 de francês, mas conversa com os gringos todo dia na lingua deles mesmo, apelando para o inglês so quando a expressão e a mimica parecem não dizer nada.

Eu, que ja falo um pouco melhor, fico com medo de errar e penso varias vezes antes de falar. O Arthur não quer saber, sai falando. E o pior é que da certo. Quando a gente ta com alguma duvida na rua, enquanto eu tô la quebrando a cabeça, analisando mapas e caminhos, ele ja perguntou para um desconhecido e ja descobriu tudo, o malandro. E claro que quem fala com todo mundo de vez em quando recebe uma resposta mal educada, ou resposta nenhuma. Mas ele tem por lema o inspirador “won’t take a no for an answer”. E ai ja viu, ele acaba sabendo um monte de coisas, conhecendo gente e fazendo amizade. Tenho muito o que aprender com ele.

Mas, voltando ao nosso programa de ontem. Fomos a uma brasserie simpatica, bem tipica daqui, essa ai da foto.

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Como o nome sugere, ela fica na Rua Daguerre, perto da Praça Denfert Rocherou, onde estivemos no sabado. A rua é uma graça durante o dia, com suas lojinhas de comida, uma atras da outra. Além das brasseries, cafés, bistrots e restaurantes, até a tarde ficam abertas lojinhas de queijo, de vinho, bancas de frutas, de peixes e frutos do mar, de ostras, chocolates e outras especialidades francesas.

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Demoramos um poquinho para encontrar a brasserie ideal, porque os amigos do Thur queriam jogar Settlers of Catan, um jogo de tabuleiro que precisa de um certo espaço e de um lugar que permita o jogo (desde que as pessoas consumam, é claro). Achamos a brasserie que acolheu o grupo e jogamos uma partida, conversamos, bebemos e comemos.

Eu ja tinha jogado Catan no Brasil, numa luderia, então ja estava familiarizada com o jogo, muito apreciado pelos franceses. So tive que começar a pensar nos elementos do jogo em francês: blé, bois, argile, pierre… Entender regras de jogo de tabuleiro em francês é facil. Dificil é entender a conversa informal do grupo, as piadas, as referências. Exige um francês hiper mega plus avançado. So não fiquei frustrada porque o Arthur ja tinha me alertado, que ele fica boiando nas conversas deles na hora do almoço. Isso sim é um curso intensivo de francês.

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Paris vai ficando mais leve

No meu segundo fim de semana em Paris, minha vista da janela era essa ai.

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Quando faz sol aqui, as pessoas nas ruas ficam mais sorridentes. Fim de semana ensolarado, então, e uma delicia. Como ainda estamos em março, qualquer solzinho e motivo de comemoração. No sabado, saimos de casa logo depois do almoço e vi que a paisagem tinha mudado. Ja aqui dentro da Cité os galhos secos do inverno vão aos poucos sendo substituidos pelas flores que começam a despontar, aqui e ali.

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Apesar de toda a luminosidade, quero lembrar que ainda vale a regrinha da lição n° 1. Minha professora de francês daqui disse que em abril o tempo vai estar lindo todos os dias, mas o frio continuara o mesmo. Ela me contou que os franceses têm um ditado sobre a diferença crucial entre os meses de abril e maio. E assim:

En avril ne te découvres pas d’un fil. En mai fais ce qu’il te plaît.

Significa algo como: em abril não se engane com o sol e não se descubra nem de um fio; mas em maio, quando for calor de verdade, faça o que você quiser. A professora, que é divertidissima, contou isso em classe, fazendo um sinal de quem ia fazer ali mesmo um strip-tease, acrescentando um: uh-huuu! Diante dos olhares de espanto ela acrescentou: mas é assim gente, quanto tem um pouco de calor as parisienses ja começam a usar mini-saia, shortinho, tem que aproveitar, né?

Mas voltando ao meu fim de semana… Para lembrar que nos ainda estamos no inverno, o tempo começou a fechar no fim da tarde de sabado. Mas as pessoas conservaram a felicidade da manhã, enchendo as ruas. Em alguns cantos, de repente, apareciam pequenas lembranças do calor brasileiro: uma roda de capoeira perto de Les Hales, uma banda de jovens em frente à fonte de St.-Michel, no Quartier Latin, uma batucada na Place des Vosges, no Marrais.

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No domingo visitamos o Museu Carnavalet, que conta a historia da cidade de Paris, da pré-historia até o século 20. Como na maioria dos museus da prefeitura de Paris, a entrada é gratuita. Eu tinha a impressão de que o lugar era menor. Estava enganada, a coleção permanente é grande, espalhada por dois dos chamados hotéis (que na verdade eram residências de nobres), o Carnavalet, construido em 1548 e o Hôtel  Peletier de Saint-Fargeau, de 1688. Pra quem estiver sem tempo, uma visita aos jardins dos prédios ja vale a pena.

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Para quem tem tempo, aconselho dar uma espiada na coleção do museu. Tem brasões e grandes quadros que os estabelecimentos comerciais usavam no século 18 para anunciar seus produtos e para indicar sua localização, coisa muito importante na época, porque ainda não havia numeração nas ruas. Além desses brasões, quadros muito bonitos e peças historicas que foram feitas na cidade de Paris, como a Declaração dos Direitos do Homem, da Revolução Francesa, de 1789.

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Primeiras impressões

 

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Paris. Ah, Paris… Ela é tudo o que dizem e mais um pouco. Cheguei aqui numa segunda-feira, dia 2 de março, à tarde. Um tempo bonito, bonito. Frio. Para brasileiros, há que ressaltar. Mas um sol brilhante, céu azul.

Do aeroporto pegamos um táxi até a Cité Universitaire. De cara não vi nada da tão falada chatisse dos franceses. Vi foi um cambojano simpaticíssimo que colocou nossas malas pesadas em seu carro e nos levou até a Cité, no Boulevard Jourdan.

Gostei do caminho, embora ele não faça parte de nenhum guia turístico. Do aeroporto Charles de Gaulle até o Boulevard Jourdan, bem no sul da cidade, seguimos vias periféricas. Não é a Paris dos cartões postais, mas é muito interessante. Das casas antigas próximas às vias e avenidas congestionadas ao velhinho francês de boina que mal cabia num mini-micro-carro e que dirigia tranquilamente, fumando um charuto.

Depois de uma corrida que nos custou 45 euros, chegamos a nosso novo lar, a Maison du Brésil, um prédio considerado patrimônio histórico, cujas regras infinitas de funcionamento merecem um post à parte. Nosso apartamento tem 24 metros quadrados. Quarto, banheiro e cozinha. O suficiente pra nós dois.

Como há milhares de coisas burocráticas para resolver, ainda estamos nos instalando e nos ambientando. Os dois primeiros dias estavam lindos. Na terça fiz um passeio pelo parque Montsouris, em frente à Cité. Um espaço verde bonito com um monte de mães e babás brincando com bebês e crianças pequenas, casais de namorados, pessoas levando cachorros para passear. Junto aos sinais de “Proibido andar de bicicleta aqui” ou “Proibido fumar, um aviso à francesa: “La bonheur, ça se respect”. Dá pra não se apaixonar por essa cidade?

Tem mais: as pessoas realmente carregam baguettes debaixo do braço, consomem litros de vinho e muito queijo! Algumas nos dizem bonjour na rua e comentam sobre o bom tempo. Bom tempo? Na quarta-feira a história foi outra. Olho pela janela: cinza. Dizem que a calefação aqui na Maison deixa a temperatura a 20 graus. Hoje, não sei não. Saímos na rua. Temperatura de geladeira descongelando, sabe? Friiiio, chovendo, chovendo, chovendo.

Uma menina que mora aqui na Maison disse que nós tivemos sorte, porque chegamos em dias atípicos. E que os franceses estavam estranhando esse calor todo (hein???) nessa época. Acho que Paris se preparou só pra receber a gente…rsrsrs. Só pra que eu amasse essa cidade e para convencer o Arthur de que aqui é legal sim (ele diz que prefere Londres, imagina?).

A quarta-feira, meu terceiro dia aqui, foi assim: temperatura de geladeira, como eu falei antes, pessoas andando rápido pelas ruas e fumando e bufando, fumando e bufando e assim sucessivamente, corvos dando rasantes sob nossas cabeças. É como se Paris perguntasse: gosta de mim mesmo assim? Oui, mademoisellle! Agora já era, já me apaixonei.

 

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