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Nossa viagem pra terra da rainha

Os franceses chamam os ingleses de roast beef e os ingleses apelidaram os franceses de frogs. Os dois países viveram muitos anos de guerra em diferentes períodos, antes de se aliarem nas duas grandes guerras. Hoje, eles travam uma gueguerre (guerrinha, ou guerra de mentirinha). Então, por aqui dizem que os ingleses cozinham e comem mal e vivem num pais sem sol. Por la, finge-se desconfiar dos franceses, esse povo que come coisas esquisitas e não gosta de tomar banho. Na realidade, o que se vê é um grande intercâmbio entre os dois países, já que é cada vez mais fácil e barato atravessar o Canal da Mancha. Então, é comum vê-los passando férias no pais vizinho, alugando e comprando casas de campo e de praia e (o mais estranho) passeando de carro no outro pais. Isso eu acho particularmente perigoso, já que cada um dirige de um lado do veiculo.

Nas nossas férias aqui, decidimos ir para a terra da rainha; o Arthur queria muito conhecer a região. Eu conhecia um pouco da Inglaterra e servi de guia (um pouco perdida, é verdade) para o Arthur em Londres e nas cidades de Oxford e Bath. Chegando na capital inglesa, a impressão do Arthur não foi das melhores e, finalmente ele reconheceu: Eh, Paris é mais bonita mesmo!

Não teve como não comparar: em Londres as atrações pagas eram caríssimas, mas os museus eram de graça, em compensação… a comida não é tão cara e, pasmem, é boa sim! São cidades bem diferentes e, no fim, concluímos que Paris é mais agradável para morar, por causa das pessoas e do ambiente e Londres é mais interessante em alguns aspectos. Um deles: ha um Pub em cada esquina, sempre com ótimas cervejas e comida com “preços honestos”, como eles dizem. Percebendo isso, fizemos um tour dos Pubs: dois em Bath, dois em Oxford e outros tantos em Londres, entre eles os famosos Black Friar, Sherlock Holmes e Lamb and Flag.

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Aproveitamos o que a cidade tem de especial: assistimos a uma peça do Shakespeare no Globe e fomos a um musical bem britânico, o Billy Elliot. Eu levei o Arthur na Forbidden Planet, uma loja que é a perdição para os fãs de quadrinhos, RPG e afins. Passamos pelo Museu de Historia Natural, a National Gallery, a Tate Britain e a Tate Modern. E passeamos pelos belos parques da capital (esses, é preciso reconhecer, são mais belos que os da cidade-luz), em especial o St-James. Já conhecia o lugar, mas dessa vez, eu consegui ver a estrela do parque, o pelicano:

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Além dos outro animais que sempre estão por la:

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Ficamos oito dias em Londres. No ultimo dia tive que ficar no hotel porque peguei uma gripe brava e tive que ir ao médico e tomar antibióticos, pra variar. Acho que a mudança de clima não deve ter feito muito bem. Depois desse dia de descanso, partimos para Edimburgo, na Escócia, e eu percebi que fiz muito bem em começar a me tratar em Londres. Se na capital inglesa eu já estava achando que o vento incomodava, em Edimburgo tive que tirar minhas únicas três blusas de frio da mala mais um cachecol, modelito que tive que repetir nos três dias que ficamos la.

A Escócia é mesmo a terra do frio eterno, como disse a Cris, mas é realmente linda. Edimburgo estava lotada porque agosto é o mês dos festivais – de musica, literatura e outros, como o famoso Fringe, de teatro.

Assistimos a algumas apresentações de rua, mas, como não tínhamos muito tempo na cidade, preferimos ver as atrações turísticas, como o castelo:

Visitamos também o monumento ao escritor Walter Scott, uma obra bem bonita de onde se tem uma vista incrível da cidade:

Infelizmente, não conseguimos subir até o topo do Arthur’s Seat, porque precisava ser mais esportista pra subir aquela trilha de barro na chuva. Mas subimos uma parte do percurso do lugar que eu teimei em batizar/traduzir de “o banquinho do Arthur”, só pra passar os dias infernizando o Thur com piadinhas infames como “Oh Arthur, olha onde você foi colocar o seu banquinho, não precisava ser tão alto”…

Como não poderia faltar, fomos a Pubs escoceses, para não perder o habito, e comemos no Elephant House, considerado o melhor café de Edimburgo, onde a J.K. Rowling escreveu partes do Harry Potter. Alias, a cidade e a região se orgulham da escritora, que tem casa em Edimburgo e se baseou em varias atrações locais para escrever a série do jovem bruxo.

Tiramos um dia para conhecer as Highlands, com um guia de viagem muito bom, que nos contou a historia da região, mostrou lugares lindos e alternou sua fala na longa viagem de ônibus com canções tradicionais escocesas. Acho que as Highlands sozinhas rendem um post inteiro, de tão interessantes. Vamos ver se eu me inspiro.

Fomos até o conhecido lago Ness, onde passeamos de barco. Mas não vi nada, não. Nem um monstrinho. O Arthur fez essa foto ai, para a gente lembrar do Nessie, que não vimos, é claro.

A foto foi feita na parte de baixo do barco. O desenho do monstrinho fica na janela de vidro e fica la para os turistas tirarem fotos mesmo, pra mostrarem que viram o mostro…hehehe Além do Ness, a região é cheia de Locks, uns doces, outros salgados, porque se misturam com o mar. Todos têm uma água cristalina, que espelha perfeitamente a paisagem da região.

Como ficamos pouco tempo na Escócia, deu vontade de voltar outra vez. No verão, claro. Porque as outras estações não devem ser pra qualquer um. Haja blusa de frio!

PS 1: indicação pra quem for a Edimburgo – o Hotel Edinburgh First at University é otimo, tem um preço bom, serviço legal, localização boa e um café da manhã excelente. Fica nas acomodações dos estudantes da universidade, mas é muito mais confortavel que a maioria desse tipo de alojamento. Se voltar pra la, ja sei onde ficar hospedada.

PS 2: todas as nossas fotos da viagem estão aqui.

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A bela Nice

Voltamos nessa terça à noite de uma viagem de 4 dias em Nice, na Côte d’Azur, ou Riviera Francesa. O interessante da França é que o cenário muda muito de uma região para outra, reflexo de povos e costumes bem diferentes. Nice é uma maravilha, mas muito diferente das regiões que conhecemos até agora. Parece a Itália, foi o que sentimos ao chegar no hotel, no centro velho da cidade. São casarões em varias cores de tom pastel, varais, roupas e outros objetos nas janelas, além das ruas estreitas para pedestres.

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De fato, a cidade foi italiana até 1860. Nice, em italiano Nizza, tem os nomes das ruas grafados nos dois idiomas. Tem um passado longo. Foi fundada pelos gregos como Nikaea, que significa “vitoriosa”. Posteriormente, foi colonizada pelos romanos e manteve-se por muito tempo nas mãos de reinos italianos. Ouve-se muito o italiano pelas ruas, seja dos numerosos turistas que vêm do pais vizinho ou dos franceses da Córsega, onde até hoje fala-se também um dialeto italiano. Uma balsa leva os carros de Nice até a Córsega, nesse porto, que ficava próximo do nosso hotel:

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A cidade se espreme entre colinas e o MarMediterrâneo. Uma das colinas mais conhecidas é a colina do Castelo, que separa a cidade velha do porto. La em cima ha vestígios da presença grega no local e ruínas de um antigo castelo. De la temos uma linda vista da cidade e do mar:

Nice 029A praia é de pedra, então precisa pelo menos de uma toalhinha para tomar sol em cima. Quem ja esta acostumada com o lugar, leva uma boia para colocar a toalha em cima e não deitar sobre as pedras. Entrar no mar pode ser um pouco chato no começo porque as pedrinhas incomodam, mas a gente da dois passos e daqui a pouco ja esta no fundo, ai sim é uma delicia. a água não é muito fria e é azul, azul! Olha la o Arthur sofrendo para andar nas pedrinhas…hihihi

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Os restaurantes do cidade velha ficam sempre cheios, principalmente à noite. Como era de se esperar, são muitas as opções de restaurantes italianos.

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Falando em restaurante, recomendo para todos o Bistrot d’Antoine, o melhor lugar em que a gente comeu aqui na França, realmente a melhor relação custo-beneficio, sem falar na simpatia.

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Ele fecha la pelas duas horas da tarde para almoço. Chegamos mais ou menos nessa hora para comer e um senhor muito gentil começou a conversar conosco sobre o lugar. Ele avisou que eles não deveriam aceitar mais clientes, mas foi la conversar com o dono, que conhecia bem, e disse que eramos seus amigos. O dono desconfiou quando viu que eramos estrangeiros e disse: “Vc tem amigos brasileiros agora é?” O velhinho retrucou, rindo: “Pode servir, são meus amigos de infância!” E a gente acabou comendo por la, eu um risoto de manteiga de truffa e o Arthur, um de presunto cru e rúcula. Fomos, realmente os últimos clientes aceitos no dia.

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Nice e as cidades próximas também são interessantes para quem gosta de arte. Tem o Museu Matisse, o Museu Chagall, a pequena cidade de Saint Paul de Vence, que conhecemos num dia de excursão (mas isso é assunto para outro post). Em todo o calçadão do lado da praia vemos reproduções de obras de arte que foram feitas naquela região. A gente pode comparar as paisagens pintadas pelo artista com a paisagem de hoje a nossa frente. Algumas não mudaram quase nada. Outras, mostram uma cidade muita mais calma, uma cena bucólica ao lado do mar. De qualquer maneira, ainda hoje você pode parar em qualquer lugar na orla e fazer uma foto, que a imagem fica ótima, com aquele mar azul, que vai mudando de cor ao longo do dia – do turquesa para um azul mais escuro – e os casarões na frente das colinas.

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Meus pais em Paris!

Semana passada, durante quatro dias, meus pais ficaram aqui em Paris comigo. Estão ainda passeando pela Zoropa, agora em Barcelona, que nessa época do ano deve estar ótima. Os dois chegaram da Alemanha, onde começaram a viagem em visita ao meu irmão, no dia 14 de julho, feriado nacional aqui na França. No primeiro dia, fomos jantar numa creperia em Montparnasse e depois resolvemos ir andando até a Torre Eiffel, para ver os fogos de artificio da noite. Quanto mais perto chegávamos da torre, mais tumultuado ficava o ambiente. Eles estavam cansados e decidiram voltar para o hotel, enquanto ainda havia taxi na região. Sábia decisão! Eu e o Arthur, que ficamos até o fim dos fogos, pagamos pelo programa de índio. Mais de duas horas para conseguir voltar para casa, boa parte do percurso a pé, porque as ruas e metrôs foram bloqueados, uma loucura!

O dia seguinte foi mais tranquilo, quer dizer, não exatamente tranquilo, mas o tumulto mais normal de Paris do mês de julho, apinhada de turistas. Começamos o passeio pela Notre Dame e fomos andando até o Marais, vendo o Sena, o Hotel de Ville. Almoçamos no Léon de Bruxelles um prato de mariscos e outros frutos do mar que eu tava com vontade de comer faz tempo.

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Depois fomos a pé até o Louvre, com parada pare descansar no jardim de Tuileries.

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De Tuileries até a Champs Elysées – lotada, é claro – até o ponto final, o Arco do Triunfo. De pés cansados no fim do dia, jantamos perto do hotel deles, que era pertinho aqui de casa. No dia seguinte, outro caminho turístico indispensável: Montmartre. La, fomos à igreja de Sacre Coeur, praça do Tertre e visitamo a única vinícola de Paris. A plantação é pequena, mas a colheita das uvas – que acontece em outubro – é festejada todo ano.

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No ultimo dia, a gente foi até à Torre Eiffel e até o Trocadero, de onde temos uma vista mais bonita da torre.

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Para almoçar escolhi o café-restaurante do Museu Rodin, que tem umas saladinhas e uns quiches muito bons.

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Aconselho o passeio pra todo mundo. Quem estiver com pressa, nem precisa ver todo o museu. Para entrar nos jardins, que são lindos e cheios de esculturas do Rodin, paga-se apenas 1 euro por pessoa.

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Espero que eles tenham gostado. Porque, claro, como aqui é Paris e nos fizemos roteiros turísticos, não faltou o garçom chato, o serviço demorado e confuso do hotel, as filas de turistas. Mas acho que eles tiveram uma boa impressão da cidade!

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Comer em Paris

Desde que a gente chegou em Paris, fomos a alguns bistrots, brasseries, padarias e cafés tradicionais, uma creperia, muitas lanchonetes de rede (porque é mais barato, claro) e alguns restaurantes de culimarias estrangeira. Decepção até agora com um restaurante de comida brasileira e os de comida italiana e árabe (em São Paulo é muuuuito melhor!).

Interessante foi ir num restaurante de comida tipica da Etiópia, em que a gente come sem talheres, com as mãos, de um grande prato central, dividido por todos. Durante essa semana que passou, tivemos outra surpresa boa, com um restaurante coreano, o Yeban. Ha vários restaurantes coreanos em Paris, mais precisamente de churrasco coreano,onde as mesas tem um fogareiro no centro para ir esquentando a carne. Pra minha surpresa e pra alegria do Arthur, que não pode ver peixe, a culinária coreana é cheia de carne vermelha e legumes, principalmente. Achei a comida uma delicia, o tempero ótimo.

Fomos com uma amiga super simpática que conheci no curso de francês, a Insoo, que aparece na foto abaixo. Foi uma ótima oportunidade pra aprender algo sobre a cultura coreana. Como a gente sabe pouco sobre o oriente, né? Aprendi que os coreanos comem muita carne vermelha, que tem mais cristãos que budistas na Coréia do Sul e ha muitos missionários protestantes (nesse quesito, fica atras só dos EUA). A Insoo é jornalista e trabalha justamente para um canal de televisão coreano protestante (nunca imaginei que existisse um canal assim na Coréia) e essa semana parte para Burkina Faso, onde grava um documentário. Outra curiosidade: assim que soube que a gente era do Brasil, o coreano, dono do restaurante, não parava de repetir: Ta bom? Perguntei: Você fala português? Ele disse que na Coréia todo mundo sabe falar “Ta bom?”, bordão de uma propaganda de suco de laranja brasileiro que fez muito sucesso por la.

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Depois de ter ido nesses restaurantes todos, ontem à noite a gente fez um programa bem francês, o pique nique. Foi com a Isabelle, minha aluna de português que esta de partida para o Brasil, e seus amigos franceses. Nessas noites quentes, as margens do Sena ficam lotadas de gente fazendo pique nique, tocando violão, conversando em pequenos grupos, bebendo vinho gelado. Ficamos na margem esquerda do Sena, em frente ao Instituto do Mundo Arabe.

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Agora, no meu cardapio, so ficou faltando ir em algum desses restaurantes especializados em frutos do mar deParis. O Arthur odeia, então não pode nem passar perto. Mas eu sempre fico com vontade, principalmente quando vejo aquelas ostras, mariscos e camarões grandes. Esse programa eu to deixando pra fazer com meus pais agora em julho, quando o Arthur estiver trabalhando. Humm, da até agua na boca!

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A (quase) invencível torta de limão

A gente viu a dica do restaurante Le Loir dans la Théière no Conexão Paris e resolvemos testar, na semana passada. Fica no Marais, o bairro onde faço curso de francês. Então, numa tarde em que o Arthur não teve que trabalhar, saímos la do curso e fomos conferir o restaurante que já parecia bem simpático pelas fotos.

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O ambiente é descontraído, o atendimento é bom e, aparentemente, feito pelos próprios donos, e as tortas são o destaque da casa. Principalmente as doces, que ficam expostas no balcão. O cardápio é simples, tem os sempre presentes quiches e tortas, mas a gente já comeu tanto quiche e torta salgada aqui em Paris, que ficamos meio enjoados. Então, eu pedi a massa do dia e o Thur, um omelete recheado.

Foi difícil escolher a sobremesa, todas as tortas são lindas, principalmente a de damasco. Mas meu olho maior que a barriga não saia de cima da torta de limão, que era muuuuuuito grande! O Arthur pediu a torta de chocolate, comme d’habitude.

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Olha la! Viu o tamanho do meu pedaço? Agora imagina que essa parte ai de cima da torta é puro marshmallow! Pois é, tava uma delicia, mas não consegui vencê-la. O Arthur, formiga bem criada, comeu a dele, de chocolate, e o que sobrou da minha.

Recomendo o restaurante a quem vier a Paris, principalmente por causa das tortas. O preço é bom, se não me engano cada torta ficou em 6,50 euros. Agora, pense em experimentar os outros sabores. Lembre-se: a torta de limão é para profissionais!


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C’est bon la gourmandise!

Gourmand – aquele que come (geralmente muito e bem) por prazer.

Gourmet – aquele que sabe apreciar a comida refinada e a bebida de melhor qualidade.

Acho que até levaria jeito para gourmet mas meu bolso não permite tal refinamento. Agora, gourmande (com “e” no final para as meninas) eu sou com certeza. Sexta passada foi feriado aqui na França, pra comemorar o dia da vitoria na Segunda Guerra. A gente aproveitou pra sair e, para nossos bolsinhos, acabamos gastando demais na sexta e no sábado. Então, no domingo, o jeito foi fazer a comida em casa. Gastando pouco dinheiro, com a ajuda do Franprix e de alguns produtos Leader Price (boas dicas pra quem quer gastar pouco aqui), deu pra fazer um almocinho básico e uma surpresinha:

1 – gauffres quentes com Nutella

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2 – sorvete de crème bruléee

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Et voilà! Muitas calorias, mas uma sobremesa pra gourmand nenhum botar defeito!

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Que trazes pra mim?

So hoje consegui comprar o ovo de Pascoa do Arthur, esse ovo ai e o coelho de chocolate da foto.

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Deixei em cima da mesa com o recadinho:

O coelho da Pascoa passou aqui apressado, confuso e esbaforido para deixar o seu ovo de Pascoa. Ai eu tive uma conversinha com ele:

– Perai, coelhinho, você não acha que esta meio atrasado não?

– Desolé, madame, c’est la grève…

O coelhinho pensou bem e viu que nem a greve francesa serviu como desculpa para atrasar o ovo de uma pessoa tão linda e importante. Dai, ele deixou junto com o ovo uma estatua dele em miniatura, feita de chocolate.

Ele pediu desculpas.

é isso, recado dado.

Beijos,

Tais

Eu sei, ando meio melosa. Dois dias antes do aniversario dele deixei os presentes em cima da cama (gibis e bonequinhos do Asterix e uma caixa de bombons), com um recadinho romântico. Mas depois, no dia do aniversario dele (10 de abril), eu esqueci de falar parabéns logo que acordei porque estava preocupada com a viagem. So fui me tocar algumas horas mais tarde, quando ele recebeu uma mensagem no telefone de feliz aniversario. Ai fiquei meio culpada, mas acho que o coelhinho compensou o esquecimento.

Ah, essa loja de chocolates em que eu comprei o ovo é uma gracinha. O Arthur ainda não quis abrir o ovo, para eu tirar foto, mas os bombons são fofos assim:

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