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Minha Rive Gauche

Na segunda-feira comecei um curso de francês intensivo na Aliança Francesa,  no Boulevard Raspail, pertinho do Jardim de Luxemburgo e das áreas que adoro no Quartier Latin. Dessa vez, a escola fica mais perto de casa. Daria até pra ir a pé, mas eu nunca consigo me programar pra sair mais cedo. Sempre que saio da aula, porém, aproveito pra dar uma voltinha pela região. Ontem tirei uma foto (torta!) com o celular (infelizmente, não estava carregando a maquina fotográfica) da vista que eu tenho no caminho que faço pra voltar pra casa. Atravesso o Jardim e sempre dou de cara com o Pantheon la atras, imagem que fiquei admirando a semana inteira, fazendo o mesmo trajeto. Antes de ontem eu até levei a câmera, mas pro meu azar, estava chovendo, o que deixa tudo mais sem graça. Ontem, pelo contrario, tava um dia gostoso de outono, um friozinho de leve, com sol.

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Quando ia para a outra escola de francês, a EFI, gostava de sair uma estação de metrô antes só para atravessar o rio Sena e a Ile de la Cité. Chegando na Rive Droit (margem direita), não tinha nada demais no meu trajeto pela região de Les Halles (lojas, lojas e mais lojas). Então, fiquei aqui pensando que se tivesse que escolher uma das margens eu ficaria com a Rive Gauche (margem esquerda) do Sena. Anexaria as ilhas fluviais e o Marais à minha margem escolhida, é claro. Ficaria assim a minha Paris Rive Gauche + anexos: começaria no 14º arrondissement, onde moro, bem na beirada sul, na Cité Universitaire, passaria por Montparnasse e seus cafés, creperias e cinemas, subiria até o Jardim de Luxemburgo, o Quartier Latin, com suas faculdades e livrarias, Saint-German ali do lado com seus cafés famosos. Anexaria as ilhas porque a Notre Dame, pra mim, com sua arquitetura e localização, é o ponto mais bonito da cidade. E a pequena Ile St-Louis é um charme e – muito importante – sedia a Bertillon, a melhor sorveteria de Paris, sem duvidas. O Marais é uma outra paixão, com seus casarões (chamados de hotéis) do século 17, o Hotel de Ville, a Place des Vosges e o publico variado que frequenta o bairro que concentra duas comunidades bem diferentes, os judeus e a comunidade gay parisiense. A foto abaixo eu tirei de dentro do museu Victor Hugo; era a vista que o escritor tinha de seu apartamento na linda Place des Vosges.

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Eu tava até esquecendo que a Torre Eiffel fica também na Rive Gauche, mas a verdade é que ela não é essencial na minha seleção. Gosto da torre, mas pra ver como turista. Não esta entre as minhas regiões e monumentos preferidos. E claro que, da mesma maneira, gosto de um monte de coisa que ficou do lado direito. Como esquecer do Louvre, do Arco do Triunfo, de Montmartre?

O que quero dizer é que sou mais Rive Gauche pra morar, frequentar, viver. Pra sentar e ler um livro, ficar horas num café, essas coisas. Numa divisão feita bem por cima, na Rive Gauche fica a Paris mais antiga (foi para a esquerda, afinal, que os romanos começaram a expandir a cidade, chamada então de Luthecia). Remanescente desse periodo, temos as Arènes de Luthece, as ruinas de uma imensa arena romana que encontramos surpreendentemente na area do Quartier Latin, numa entrada estreita de uma das ruazianhas de comércio proximas a Rue Mouffetard, onde fica o mercado ao ar livre mais conhecido de Paris.

A margem esquerda tem essas ruínas romanas e um pouco do que sobrou dos monumentos da Paris medieval. Tem, em volta da Sorbonne e de outras instituições de ensino um clima mais intelectual, um pouco mais artístico. No lado direito destaca-se os monumentos construídos a partir da época napoleônica, mais recente. Por ali fica uma Paris mais grandiosa, monumental, do Louvre, do Petit e do Grand Palais, da Opera. E é la que sentimos a Paris chique, luxuosa, da Champs Elisée, dos grandes boulevares, com suas lojas de grife.

Ja me falaram que muito da margem esquerda – principalmente o 14º arrondissement – é o tipo de lugar onde os bobo (pronuncia-se bobôs – e significa burguês boêmio) gostam de morar. Segundo os parisienses, o “burguês boêmio” é aquela pessoa que tem dinheiro, mas quer ficar longe do luxo e da ostentação. Então, ele mora num lugar bonito e arborizado, perto de centros de cultura, prefere comer “bio” e beber vinhos de pequenos produtores (mais caros, por sinal) e odeia grifes mas vive atras de tecidos “bio” (também caríssimos). Eu sei, tem um pouco de contradição nesses ricos que torcem o nariz para a ostentação, mas que têm um nivel de consumo tão alto quanto o das madames da Champs Elisées, mas confesso que gosto bastante dos lugares que eles escolhem para morar. Enfim, se eu tivesse muito dinheiro (e precisa ser muito, muito, muito mesmo!), eu compraria um belo apartamento na Rive Gauche e viveria muito bem por aqui!

Foto: vista do Parque Montsouris, aqui em frente à Cité

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Minhas férias escolares

Junto com os pequenos parisienses que voltam para casa felizes, nesse período de férias escolares, resolvi terminar meu curso de francês na EFI. Gostei muito das professoras, do ambiente, da localização e do preço (era a escola mais barata das indicadas pelo governo francês), mas pra mim já deu o que tinha que dar, porque tinha chegado no ultimo nível que a escola oferecia e senti que já não avançava tanto. Resolvi ficar um tempo só no sistema de auto-aprendizagem e nos grupos de conversação gratuitos aqui da biblioteca da Cité Universitaire. Depois, inevitavelmente, devo ir para a Aliança Francesa, que é bem mais cara, mas é uma das poucas escolas que oferecem cursos dos níveis superiores e workshops temáticos.

Agora, nesse período sem as minhas quatro horas diárias obrigatórias de francês, vou ter que virar uma mocinha organizada para frequentar a biblioteca com assiduidade, sem minhas professorinhas queridas para cobrar os textos, a gramática e, mais importante, a presença. Hoje já desviei um pouco da rota, porque resolvi sair pra fazer compras mais que necessárias. Um pano pra servir de cortina para o sol implacável que bate na minha cozinha até as nove e meia da noite, água, água e mais água para não desidratar nesse clima seco. Ainda falta achar um ventilador para ver se consigo dormir nessas noites quentes. Pelo menos pra uma coisa esse calorão esta servindo: ele me impede de sair por ai o tempo inteiro, aproveitando o que Paris tem de bom. Depois do meio-dia, com o sol a pino, ficar quieta numa biblioteca ventilada não parece má idéia.

Vou sentir mais falta é das pessoas que conheci na escola de francês, da convivência com gente do mundo inteiro. Em 4 meses conheci gente da Itália, Alemanha, EUA, Canada, Austrália, Colômbia, México, Argentina, Yemen, Arábia Saudita, Coréia, Japão, China, Rússia, Ucrânia, Polônia, Grécia, Espanha, Holanda, Moldávia e Ilhas Comores. Sem contar os brasileiros, que estão em todos os cantos. E as francesas, nossas professoras que ensinam língua e cultura francesas para essa mistura toda de culturas e nacionalidades. Decidi tirar fotos só no meu ultimo dia, o que foi uma pena, porque as classes mudam todos os dias e, assim, acabei perdendo a oportunidade de tirar fotos de pessoas que já saíram da escola, que entraram de férias ou que mudaram de horário.

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Essas três acima são as melhores professoras que tive no curso, com destaque para a primeira à esquerda, com quem tive mais aulas. Tem um super talento pra entender culturas diferentes e pra se comunicar com essa turma heterogênea, com inteligência e bom humor. Acha que é simples? Então responda rápido, sem susto, para um grupo de chineses que pergunta: O que é Páscoa?

Ou proponha um exercicio sobre um tema comum, para discutir em grupo, como por exemplo: o amor. Aí coloque uma jovem japonesa encantada com o romantismo de Paris para discutir com um muçulmano que tem noiva prometida no pequeno pais de onde veio e um chinês que veio para a França para morar com seu marido brasileiro que trabalha aqui. Pronto, agora dê um jeito desse povo todo expor suas idéias sem brigas, sem confusão, em paz e, sempre, com muito humor. Era isso que ela fazia, sempre tentando relevar a cultura francesa por trás dos nossos esteriotipos e clichês e explicar a difícil linguagem das ruas, do dia-a-dia, que mistura gírias francesas com palavras árabes e inversões de letras nas palavras. Eh, vou sentir falta disso tudo!

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“Dois post-it(s)” ou “Pequenos Avisos Importantes”

1) A Lina, do Conexão Paris, um blog de referência para quem quer dicas da cidade-luz, publicou o meu e-mail contando minha saga com nosso plano de saúde aqui.

2) Não sei se vocês viram, mas o taisemparis agora tem twitter, a seção Rapidinhas ai do lado direito. Assim essa preguiçosa que vos fala pode contar o que se passa por aqui em poucas linhas.

PS: Sabe como os franceses chamam o post-it ou qualquer papelzinho que a gente usa pra colocar avisos? “Pense-bête”. A tradução é algo como “pensa-burro”, porque nos o usamos para lembrar a nos mesmos de algumas coisas importantes.

Por hoje é so, amiguinhos! No mais, fiquem com o twitter ai do lado e com essa publicidade francesa do post-it que eu achei genial (O passarinho, confiante no poder do post-it, avisa: Não tocar…rsrsrs)

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O “interessante” hospital St-Louis

Domingo, depois de passar uma tarde na Torre Eiffel (foi a primeira vez que subimos la), decidimos fazer um passeio a pé indicado pelo nosso guia de viagem. Queria conhecer o Canal St-Martin, então fizemos exatamente o caminho indicado pelo guia.

Paramos na estação Stalingrad do metrô e vimos a primeira atração indicada, a Barrière de la Villette, um guichê de pedágio da Paris do século 18, muito bem conservado.

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Logo em frente, tem uma praça, “bela” segundo o guia, com fontes e terraços da década de 1980. Diferente da foto do guia, a fonte estava seca, e o ambiente não era dos mais charmosos. A gente ja tinha visto que estávamos no 19º arrondissement, uma das áreas ditas perigosas de Paris, mas como era mais uma das noites ensolaradas parisienses, continuamos e decidimos voltar assim que começasse a escurecer.

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Primeira imagem estranha do dia. Ta vendo na foto acima, as colunas nas laterais? Na direita, era um barzinho animado cheio de gente. Mas à esquerda era um cantinho escondido com sofás, colchões velhos e papelões, que à primeira vista parecia um alojamento provisório de mendigos. Reparando bem – e qualquer um da margem direita conseguia reparar – acontecia algo muito estranho la dentro. Eram uns cinco caras mal-encarados e uma ou outra mocinha que entrava e saia do pequeno “esconderijo”. A gente percebeu que la dentro tinham algumas bolsas, sacolas; os homens experimentavam calças, camisas. Uma hora um deles olhou o conteúdo de uma bolsa feminina e jogou a bolsa de lado. Pareciam coisas roubadas. Estranhei, é uma cena que eu nunca tinha visto na Paris que conhecia até agora.

Apesar do grupinho suspeito, isolado nesse cantinho, as pessoas passeavam e faziam pique-nique tranquilamente às margens do canal. Logo em frente tem uma rede de cinemas, que também estava cheia. As salas ficam dos dois lados do canal e, pra fazer charminho, tem um barco que leva os clientes de um lado para o outro.

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Depois de errar um pouquinho a direção, voltamos para o caminho indicado pelo guia…”Volte para o Quai de Jemmapes, onde, no nº 134, situa-se um dos poucos prédios industriais de tijolo e ferro que ocupavam toda a margem do canal do século 19…

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…Mais à frente, esta um prédio de apartamentos  em Art Déco, com azulejos e balcões de ferro batido. No térreo, encontra-se um tipico café proletario dos anos 1930…

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…nesse ponto o canal faz uma curva graciosa…

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…para seu terceiro dique…” Ops, nesse ponto tivemos que interromper o passeio. Para meu susto, eu tive, de repente, uma bela hemorragia, que, em poucos minutos, ja manchava minha calça e qualquer coisa em que eu encostasse, o sangue ja chegava a ensopar minhas meias e, mesmo que eu não tenha desmaiado nem passado mal, comecei a me sentir fraca, talvez pelo susto. A sorte é que, perguntando na rua, descobrimos que estávamos pertinho de um hospital, o St-Louis. Fomos correndo para la e, de la me mandaram de ambulância para o hospital onde eu fui tratada pela primeira vez. Felizmente, a ultrassonografia não apontou nenhum problema. A médica disse que isso pode acontecer um mês depois do aborto natural, que chega a ser “quase normal”. Bem que podiam ter me avisado antes, né? Eu não teria passado esse sufoco no meio da rua.

No fim, sangrei bastante até terça-feira. Hoje, os remédios para parar a hemorragia começaram a funcionar. Ja estou bem de novo, so preciso tomar ferro por um mês e fazer exame para ver se não estou com anemia (mas acho que não). Ela falou que eu não devo ter mais nada na próxima menstruação. De qualquer jeito, vou ficar mais atenta. Quem me conhece sabe como eu sou zicada e como acabo “frequentando” os hospitais.

Quando eu tava mais calma, deitada numa cama do hospital, esperando uma ambulância, o Arthur abre o guia, para ver qual era  a próxima atração, que a gente teria perdido. Para a nossa surpresa: “Vire à esquerda na rua Bichat, que vai até o interessante Hôpital St-Louis, do século 17. Entre pelo velho portão principal, com pórtico alto e arco de pedra,e chegue ao patio e jardim O hospital foi fundado em 1607 por Henrique IV, primeiro rei da dinastia dos Bourbons, para cuidar das vitimas da peste.” Dai, o Arthur não aguentou a piada pronta: “Oh Tatinha, você tinha que entrar no hospital né? Não era pra entrar, era so pra passar por perto, você não entendeu. Eu não passo com você perto daquele hospital do Hôtel Dieu de jeito nenhum, viu? Se nesse hospital do século 17 você ja fez isso, imagina se a gente passa na frente desse outro, do século 12”

Quando sai do St-Louis de ambulância, da janela de trás do carro, olhei a placa que confirmava: “1607 -2007: 400 anos de medicina”. E segui olhando Paris à noite da perspectiva do doente levado na ambulância. Interessante, detalhes de monumentos e edifícios que a gente vê em ângulos inusitados, de baixo pra cima, so o que esta no alto. Da outra vez que usei os préstimos (caros, por sinal) de uma ambulância parisiense era um dia ensolarado. Ai meu Deus, to me acostumando com as ambulâncias daqui. Mas acho que ja deu, né? Chega de hospital, espero.

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Os amigos do Arthur

Ontem saimos, eu e o Thur, com os colegas dele do CEA – cinco franceses e uma alemã que ja vive aqui ha mais de um ano. Curioso é que antes de chegarmos aqui na França todo mundo comentava que os franceses eram frios, chatos, que não gostavam de socializar com os estrangeiros. Ouvimos isso de gente que morou um tempo em Paris e em outras cidades francesas. Nao sei se foi sorte ou foi o charme irresistivel do Thur mesmo (hehehe), mas desde o primeiro dia de trabalho dele, ele recebe convites para sair com o pessoal, quase todos os dias da semana! A gente so não vai sempre porque não da, falta tempo e grana pra tanto programa.

Achei o grupo simpatico, uns mais que outros, mas realmente eles têm um jeito um poquinho mais formal, mais fechado que os brasileiros. Por isso, acho que o jeitinho do Arthur contou sim. Explico (se bem que quem conhece bem o menino ja deve ter entendido…rsrsrs). O Arthur é assim: nao tem muita facilidade com idiomas, mas sabe se comunicar muitissimo bem; fez até o basico 3 de francês, mas conversa com os gringos todo dia na lingua deles mesmo, apelando para o inglês so quando a expressão e a mimica parecem não dizer nada.

Eu, que ja falo um pouco melhor, fico com medo de errar e penso varias vezes antes de falar. O Arthur não quer saber, sai falando. E o pior é que da certo. Quando a gente ta com alguma duvida na rua, enquanto eu tô la quebrando a cabeça, analisando mapas e caminhos, ele ja perguntou para um desconhecido e ja descobriu tudo, o malandro. E claro que quem fala com todo mundo de vez em quando recebe uma resposta mal educada, ou resposta nenhuma. Mas ele tem por lema o inspirador “won’t take a no for an answer”. E ai ja viu, ele acaba sabendo um monte de coisas, conhecendo gente e fazendo amizade. Tenho muito o que aprender com ele.

Mas, voltando ao nosso programa de ontem. Fomos a uma brasserie simpatica, bem tipica daqui, essa ai da foto.

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Como o nome sugere, ela fica na Rua Daguerre, perto da Praça Denfert Rocherou, onde estivemos no sabado. A rua é uma graça durante o dia, com suas lojinhas de comida, uma atras da outra. Além das brasseries, cafés, bistrots e restaurantes, até a tarde ficam abertas lojinhas de queijo, de vinho, bancas de frutas, de peixes e frutos do mar, de ostras, chocolates e outras especialidades francesas.

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Demoramos um poquinho para encontrar a brasserie ideal, porque os amigos do Thur queriam jogar Settlers of Catan, um jogo de tabuleiro que precisa de um certo espaço e de um lugar que permita o jogo (desde que as pessoas consumam, é claro). Achamos a brasserie que acolheu o grupo e jogamos uma partida, conversamos, bebemos e comemos.

Eu ja tinha jogado Catan no Brasil, numa luderia, então ja estava familiarizada com o jogo, muito apreciado pelos franceses. So tive que começar a pensar nos elementos do jogo em francês: blé, bois, argile, pierre… Entender regras de jogo de tabuleiro em francês é facil. Dificil é entender a conversa informal do grupo, as piadas, as referências. Exige um francês hiper mega plus avançado. So não fiquei frustrada porque o Arthur ja tinha me alertado, que ele fica boiando nas conversas deles na hora do almoço. Isso sim é um curso intensivo de francês.

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Pas de photo

Oui, comprei um laptop! Teve que ser com teclado frances mesmo. Mas ele é lindo! So não coloco a foto dele aqui pq não to conseguindo…unf Tenho que esperar o Arthur para ele me explicar de novo como que eu passo essas fotos para o computador (sim, eu sou meio lesada com tecnologia em geral)

Mas estou evoluindo, olha so: ja compramos o laptop e dois celulares. O do Arthur é o iPhone, pq o menino adora uma novidade tecnologica. O meu é um branquinho da Hello Kitty….hehehe. Eu, com o meu conhecimento nulo de tecnologia, escolho o aparelho pelo preço e pela aparencia, e esse era tão fofo… E o Thur disse que o aparelhinho era bom, que inclusive é melhor que o dele para tirar fotos; e ele ainda faz videos!

Tenho muita coisa pra contar, mas não tem graça sem as fotos, que ficaram no computador…do Arthur, que ele levou para o trabalho, como faz todo santo dia. O blog também esta meio capenga, preciso linkar blogs de amigos, escrever o About Me e ainda quero criar uma seção Plat du Jour. Outras coisas pendentes: comprar um mouse, ver se a HP pode trocar meu teclado ou se acho adesivos para colar nas teclas (alguém sabe onde achar isso em Paris, s’il vous plait?) Senão vou ter que continuar escrevendo assim, sem todos os acentos e mais devagaaaaaaaaaar…

Agora deixa eu parar de reclamar dessas coisinhas minimas e dar aqui um serviço pra brasileiros que vem para a Europa.

Lição n°  1: Se vc acorda no inverno e ve pela janela pessoas loirissimas e branquelas fazendo cooper de camiseta e bermuda, isso não significa que pode fazer o mesmo. Como bom cidadão tupiniquim, ignore a moda local e vista-se apropriadamente com meia calça de lã, calça por cima, blusa, blusa, blusa, casacão e aquele cachecol bem quentinho, ok?

Adendo à lição n° 1:  a regra deve ser cumprida à risca se vc tem como vizinhos os alojamentos da Noruega e da Suécia.

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